Sob falsas regalias

De todos os caminhos
terrestres,
direitas, esquerdas
nortes e nordestes;
largos, estreitos
noites e anoiteces
De todos os caminhos
terrestres
Nos destinaram apenas
a faixa
de pedestre.

O resto das vias,
pesadas, impróprias,
dilatadas, vazias
Espantoso, mas não rias:
A quem portar motor
que pre$te.

O resto das ruas,
cinzas, perdidas,
escuras, cruas
Aos homens ligeiros
de pés esquecidos
guiados pelos ponteiros.

Às rodas sem ritmo,
sem samba,
ciranda
ou melodia
que atropelam a calma
levando pra longe o que a gente
já esquecia.

Por tudo e tanto que o Estado
me escondia, me privava,
sob falsas regalias
Já não temia.
Basta dessa vida arredia.

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