e desde então ninguém

Na beira da mesa o copo dágua não é mais este
caso lhe falte o líquido
o amor do sofá na sala vira enfeite
quando escassas as perguntas ficam
tal como qualquer margarida sem abelha
e até a sobre-pele morta da palma infantil
furadinha curiosa com alfinete
que não doía
renovou o caguete
a falta de sentido ficou
nas coisas pequeninas
tipo saúde em pote de margarina
o novo discurso feio da antiga colega Marina
e de homenagem essa rima mais feia ainda
a ração do cachorro nunca foi mais a mesma depois que ele sumiu
desde então ninguém sabe no que ela se transformou
aqueles bilhetes grudados na parede e na geladeira
exibem histórias de personagens que existem só lá
a saudade de bethânia que fazia barulheira
acordando aos pés o vizinho
também existe só lá
e desde então ninguém sabe onde é

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