Nenhuma amena

Um pano de chão
com o peso do molhado
assim eu me sentiria
Hoje acordei pensando solitária
quem mais me torturou
Eles me apertavam e eu me retorcia
Eles na torcida de que eu nao suportasse
um só mais golpe repuxado
Quando pensavam ao máximo me terem definhado
Quando pensavam ao máximo meterem esticado
eu resistia
Deslizava macia,
flanava no vento e pousava no chão
flanela pronta pra me reabsorver
as lágrimas em algodão
Abraço-os por me torcerem de uma vez só
úmida do passado
apesar de despesada
Continuo limpando a nós outras
a sujeira que deles desaba.
em memória e presença de Lucía Perez
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