Rose

eu me sinto ótima. é contraditório algo de péssimo querer sair; me sinto ótima e desejo pranto; desejo que me caia raio, há pouco mesmo observava a cidade mais próxima esquivar-se de relâmpago e eu que os queria – nada. não é trovão da morte é várias coisas. olha, o livro… eu estou tão excitada com gana de comê-lo já inteiro; mas eu desisto não quero emporcalhá-lo, faz calor demais, minhas mãos se molham do tesão climáxtico, já não sei onde as enfio. hoje andava muito devagar meio contra meu ritmo, reparava as novas propostas em vitrine; um calçado delicado colorido suave, lembrei-me de quando usava parecido o quanto meu movimento era tolido. o primeiro beijo de mulher dela foi meu, passo sempre aqui pra lembrarmos que esqueceu; foi-se um mundo entre nós acumulando o quão imundo; Rose, acorde!, quando mais eu ando mais vejo graça; veja, dê um sorriso pra outra pessoa, eu quase não estou mais aqui; ninguém além vai notar que nos transportamos; ninguém vê sujeira, teu olho cintila mesmo estranho; não ouço nunca o som de nosso oi; está tudo igual e você ainda trabalha com sapatos limpos.

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