mesàmais

Passei hoje pela mesa que há poucos demorados meses sentavámos pra organizar nossa vida. A gente não estava mais ali e nem mesmo a mesa; a cadeira que me acomodou sua espera também havia desaparecido. Pra onde? Ao mesmo tempo tinha eu em todo respiro daquele lugar, a antiga presença e a agora passante. Cadê e pra onde sao levadas as memórias – ou melhor, onde é que a gente está conversando agora e o quê? É certo que nesse tempo que nunca mais passei pela mesa entendi que não tínhamos mais o que falar, mas é óbvio mais ainda, a conversa nao cessa; o que você está me dizendo agora? Eu ainda vou pra outra nova casa escutando barulhos de perguntas que nao respondi e que nao fiz. Mentira.
Nada disso me atormenta mais como naquela época. Eu detestava os monólogos e estou apaixonada pelo silêncio das horas que caminho só.
Agora eu detesto pensar que estamos conversando naquela mesa e eu nao sei quem jogou a gente pra outro canto que também nao sei aonde fica. Seria ótimo poder me tirar de lá.

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