aprendendo a usar banheiros

Todas as canetas andam vazando. eu ando também estourando e escrevendo muito sobre morte; isso não é trágico, vê. Aquilo que me matou e andou me reassassinando durante os últimos está morrendo agora. Apunhalar o que estava-me grudado não é a coisa que já fiz mais fácil. Tomo gosto por matar.
Não fui nunca, pelo menos acho, uma pessoa vingativa e penso que a alva moral pregou-me tal feito para que vingasse mais a submissão. Mas pois; vazo também e a cor é vermelha; não sai só do útero atolado de maus-tratos mas do corpo todo, à dentro, ao ar; tenho estado arrepiando a cada nova punhalada a cor é vermelha.
Estou me descontendo por passar a juventude recente sem meu tempo de despejo. A obrigação de sorrir simpática também me matava. Não estou bem, isso é óbvio e ótimo. Me sinto muito melhor do que quando dizia estar feliz. Sofrer é a maior delícia que pude até hoje me oferecer; os orgasmos nunca me foram tão úteis.
Como Pagu pensei sempre os acontecimentos de minha vida trágicos porém contava como quem diz que usou um banheiro sujo na estrada mas logo tomou banho em casa. E eu poupava todos os ouvidos, tão cuidadosa, nem pra dentro própria desaguava, muito menos banho, nunca teve banho.
E agora? Estou carregando pelo país pesos que não deveriam ser só meus e não digo de culpa. Estou me jogando pela janela, mãe. E não digo de ver o sol. Estou me tacando fora; chega; podem me saquear à vontade desde que seja eu mesma quem mate.

“Dor de punhais que se introduzem para conhecer o avesso.”

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