de passo cabeça

Talvez esse todo descompasso
tenha ferido o meu púlpito
O pulso que era na minha mão
venho sentido nos pés
o chão tem esbarrado na cabeça
o teto pressionando o coração
Antes que me esqueça
das mãos: um formigamento
Mas agora literal
milhares de formigas atravessam
meus dedos e palmas
como eu estivesse morta
Criam novas linhas da vida
Alimentam-se dessa outra que padece
O confuso é que morto
meu corpo não parece
Embora ande de si desabsorto
e bagunçadas estejam suas agonias
Nasce novidade na desritmia.

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