Rugas do charme

Voz altiva à grossura precisão:
dedos, mãos retas
os percursos neutros das questões
terão quadris saltados adiante
contra os outros ré marchados

A remarcação ritualística da beleza não terão e nem beleza
serão possíveis os fumos, odores da face ao pulmão

Não provarão a inexistência sacra do que se come
não comerão sem sentido a fome
nunca o sermão das regras dos donos

Aos bons, bônus –
serão notáveis e presenteados os dons

O pequeno poço da dúvida apenas ou menos
A escada perpétua contra desolar de vida que aperta
Entrega, impulso, cartas e outros recebimentos sempre
Não terão assim a violação das faltas, a imobilidade da espera

Terão o tempo e por fim rugas, os vincos autênticos
a sabedoria do passo cartografado nas rugas do charme
Nunca terei as rugas do charme.

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