urro pata

Quando não há mais a dizer
e a cabeça ainda fala
é fenômeno de atar-se às mínguas amarras
da língua vasta

Ataca a onça a mensagem
mais sábia
no urro e no silêncio
as patas e pistas
atravessadas dos milênios

Faísca a ideia que tenta
e não acende – amarra
tem-se essa boca cheia de dentes
e não rasga

Nesse muro a linguagem esbarra
engolindo-se mal digerida
regurgita no truque mais sábio
no fútil e no cênico
o som e olhos que não compreendem
nas letras
incêndio.

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