manual iniciante: para tocar um corpo-buceta

um corpo-buceta é um múltiplo corpo: pode começar no braço, perna, olho. antes de qualquer esforço é necessário que se pense a disciplina do entendimento como pouco útil, sendo seu começo mais que ambíguo. a imagem árvore que a terra inicia no começo do fim da terra. essa luz guarda a sombra que guarda a atemporalidade por debaixo, como a maior araucária do mundo no sul do Brasil. além de seu fardo qual nomeação Pinheiro Grosso, seu início vário por debaixo percorre o espaço de um corpo-buceta: pode começar no braço, perna, olho. um corpo-olho caso não seja um corpo vário também não é útil pelo fato da visão codificada esbarrar na terra plana (o início do começo da terra).

está na memória navegada a era madeireira, a servitude funcional tanto como os eletrodos te confirmam. um corpo-buceta são 8 mil raízes sensíveis e isto costuma ocorrer que este corpo, por debaixo, reconhece a pressa e o objetivo extrativista. neste caso a tensão se instala para preservar o chão à vista parca e a umidez não ocorre. umidez é rega, reza – a que se proponham bons semeios, caso não, devastado. um mal-trato a um corpo-buceta é um mal-feito a 8 mil variações de corpo e isto multiplicado não se conta. está na memória navegada a era.

para tocar um corpo-buceta deve-se ter mãos-sem-dedos, que à mesma maneira do corpo-olho é medidora das distâncias pela gravidade intencionada. este tipo são as mãos que sabem a reza fazendo córrego seu próprio tempo – mãos-sem-dedos não cultivam bênção, confissões e tempos pontuais. são substituídas as oportunidades de apertar botões para alargar lagos: este tipo desliza, dos matos aos fartos rios. para tocar um corpo-buceta que pode começar no braço, perna, olho, é preciso ser um corpo que deslize enquanto braço-perna-olho – com o toque de acordar as dormideiras que fisgaram o objetivo. pensa-se o toque e o torna toque-olho-buceta.

esse corpo é um quase-útero e isso deve ser lembrado quanto à intenção: quando um útero é do tamanho de uma porta um orgasmo são 8 mil possíveis – batidas, arrancadas, abertas, atualizadas, vistas. numa entrada atualizada com a língua necessita ser revista cada linguagem de idioma codificado. faz-se então a aragem, a atualização agrária no corpo-buceta. um corpo-língua funciona em conversa de modo semelhante ao mãos-sem-dedos. então em algum momento vário ocorrerá um afinamento e a ele deve-se dar valor deixando que haja o tempo que se quiser haver – e depois que não, outra aragem, outro afinamento, tempo, outra aragem, outro afinamento, tempo (a umidez é rega).

um corpo-buceta não tem lado e um corpo que desliza-vário é capaz de conhecê-lo virado, de costas, de pé, ao contrário. isto também é um pedaço da antes mencionada responsabilidade política do corpo-língua e aprofundadamente agora poética: uma construção pretende embaralhamento dos signos e os desejos do ritmo. um ritmo-buceta que são 8 mil interminações compreende um ritmo-esquizo que não é previsto pelo costume do durante-hábito. tal organização tampouco se resolve randômica, há uma atenção ao intento do que quer ser permanecido – o afinamento é possível também entre os milhares de corpos de um corpo-buceta.

quando isto ocorre, a potência-conversa reconfigura as prisões do discurso e um corpo-buceta além de uso toma formas. estas formas podem ser vistas por todos os corpos mencionados no manual acima com o auxílio de um delírio-pupila – que começa no corpo-buceta, que não começa – e pode começar no braço. um delírio-pupila é pensamento agindo. há possibilidade de colocar todos esses corpos em delírio ao invés de recortá-los em contáveis corpos-dildos.

 

*fotografia júnior lopes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

*Fotografia Júnior Lopes/ Júlia Vita

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