4 poemas de Estefanía Angueyra, por Júlia Vita

Estefanía Angueyra traduzida por mim:

Liberoamérica

Estudo sobre quatro ameixas

Dezessete jovens
sentam-se ao redor de uma mesa
onde repousam quatro ameixas

Todos escrevem sobre elas
sem vê-las

Para alguns poetas
os objetos servem apenas
por seu poder evocador:

a quem importa
essas manchinhas violetas aí,
tão imóveis e opacas?

Ah, mas se fossem três
ao menos poderíamos falar
do número de Deus

Companheiros, vejam!
Acabo de morder um dos frutos!
Agora poderão somar ao seu poema
uma metáfora sobre a carne.

Estudio sobre cuatro ciruelas

Diecisiete jóvenes
se sientan alrededor de una mesa
en la que reposan cuatro ciruelas

Todos escriben acerca de ellas
sin mirarlas

Para algunos poetas
los objetos sirven tan sólo
por su poder evocador:

¿a quién le importan
esas manchitas violetas de ahí,
tan inmóviles y opacas?

Ay, pero si fueran tres
al menos podríamos hablar
del número de Dios

Compañeros, ¡miren!
¡Acabo de morder uno de los frutos!
Ahora podrán…

Ver o post original 396 mais palavras

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s