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Nós que morremos todo mês
já passa da hora de pararmos
de esfaquear nossos murros

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Nenhuma amena

Um pano de chão
com o peso do molhado
assim eu me sentiria
Hoje acordei pensando solitária
quem mais me torturou
Eles me apertavam e eu me retorcia
Eles na torcida de que eu nao suportasse
um só mais golpe repuxado
Quando pensavam ao máximo me terem definhado
Quando pensavam ao máximo meterem esticado
eu resistia
Deslizava macia,
flanava no vento e pousava no chão
flanela pronta pra me reabsorver
as lágrimas em algodão
Abraço-os por me torcerem de uma vez só
úmida do passado
apesar de despesada
Continuo limpando a nós outras
a sujeira que deles desaba.
em memória e presença de Lucía Perez

a gente diferença

Dizeu-me aquela voz
nem de sim nem de não
Em mais de três dias adormecidos
embaixo e bom tom
Que não podia mais ficar

Mastigados os ruídos
Preparei meu colchão
pruma semana de domingos

Foi quando o piso da varanda
me assoviou sobre teus pés:
nem de fica nem de vão

E a maçaneta da portinha estreita
assoprou certeira, entendedora
da nossa mão

Qu’era por isso nosso incontro
Eu quando piso, finco
Quando parto,
nenhuma dúvida em minh’assola.

Agente

Tu fora de mim
Eu de ti
A gente
Não
se adentra
Muito menos
Se atenta
Eu
Te julgo
Dis
.
.
.
Tante
E tu
Me
Julgas
Dis.. -~..per.,;sa
Eu culpo
Seu CELULAR
e você
Aminhapressa
A verdade:
>>>o dispositivo individual é o que menos interessa<<<
Essa
Qu. …..i..lo…me…trag. …em abis
.
.
.
.
mal
(Dentro) de nós
Já foi impressa
Eu )fora( de ti
Eu ]fora [ de
Mim
Tu
>fora < de nós
E de
sci
.
.